Filocarmo
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
É tarde
Noite, uma oração,
Um ruído,
Um gato,
Um rato,
Um raio de luz.
Passa um pássaro,
Um recado,
Um susto.
Ó, meu deus,
Ó, meu mundo,
Serei teu.
Nesse final de mundo,
Só o numero treze.
Filocarmo Braga
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Caixa de papelão
Caixa de papelão
Eu ali, parado;
Puxa um carpete velho
Eu ali, parado;
Estica, tira as dobras
Eu ali, parado;Eu ali, parado;
Puxa um carpete velho
Eu ali, parado;
Estica, tira as dobras
Pega um cobertor velho
Eu ali, parado;
Pega uma marmita
Eu ali, parado;
Senta no degrau da calçada
Eu ali, parado;
Come restos de comida
Eu ali, parado;
Bebe água suja
Eu ali, parado;
Eu ali, parado;
Bebe água suja
Eu ali, parado;
Enfia a cabeça na caixa
Vira de um lado
Eu ali, parado;
Se cobre com um cobertor velho
Dormiu.
Eu fui embora.
Larguei um pedaço de mim.
Como posso dizer que sou gente?!
Sou um monstro criado pela sociedade.Como posso dizer que sou gente?!
Não prestei nem para lhe dar um sorriso.
Filocarmo Braga
A virada
O que é virada?
O tempo virou
A chuva chegou
A chuva passou
A enxurrada levou
No córrego chegou
Pelo rio passou
No mar chegou
Pra onde foi meu amor
O poeta chegou
Virada, vira pra cá
Um só povo
Uma só cultura
Uma só raça
Uma única nacionalidade
Vira 2012-12-31.
Filocarmo Braga
O tempo virou
A chuva chegou
A chuva passou
A enxurrada levou
No córrego chegou
Pelo rio passou
No mar chegou
Pra onde foi meu amor
O poeta chegou
Virada, vira pra cá
Um só povo
Uma só cultura
Uma só raça
Uma única nacionalidade
Vira 2012-12-31.
Filocarmo Braga
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sozinho
Enfim passo pra Lá pra Cá
Rodando praças, vielas
Ruas,avenidas atravessam faixas
Paro. Olho,farol vermelho
Fico ali como se espécie humana tenha
acabado
Faço uma retrospectiva
Olhei pra dentro de mim
A cidade parece tão grande
Sufocado passo a avenida
Atazanando meu consciente
Ai vem lembranças de tantos
Que se diziam amigos
Quem sou eu? Ainda tenho
Tempo de ficar só
A vida a trilha parece grande
Tenho a brisa tenho ar tenho a vida
Quem disse que temos tantos amigos
De coração não estou triste?
Estou feliz!
Filocarmo Braga
26/01/2012
Rodando praças, vielas
Ruas,avenidas atravessam faixas
Paro. Olho,farol vermelho
Fico ali como se espécie humana tenha
acabado
Faço uma retrospectiva
Olhei pra dentro de mim
A cidade parece tão grande
Sufocado passo a avenida
Atazanando meu consciente
Ai vem lembranças de tantos
Que se diziam amigos
Quem sou eu? Ainda tenho
Tempo de ficar só
A vida a trilha parece grande
Tenho a brisa tenho ar tenho a vida
Quem disse que temos tantos amigos
De coração não estou triste?
Estou feliz!
Filocarmo Braga
26/01/2012
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O amor é assim
Minha flor,
Não posso deixar de dizer sempre que a amo.
É como se estivesse morrendo a cada minuto.
Você pode não gostar, mas amo.
É muito bom saber que tenho você perto de mim.
Quero só dizer que amo.
Amo com toda a força do meu pequeno mundo
Mundo esse que sem você não importa nada;
Quero tudo
Mas com você por perto.
Egoísta? O amor é assim...
Filocarmo Braga
14/10/11
Não posso deixar de dizer sempre que a amo.
É como se estivesse morrendo a cada minuto.
Você pode não gostar, mas amo.
É muito bom saber que tenho você perto de mim.
Quero só dizer que amo.
Amo com toda a força do meu pequeno mundo
Mundo esse que sem você não importa nada;
Quero tudo
Mas com você por perto.
Egoísta? O amor é assim...
Filocarmo Braga
14/10/11
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
ACONTECER
Ar voar em namorar asa pra voar
Águia vem neste vôo rasante céu claro
Iluminado minha alma tremula
Corpo cansado de tanto dizer amo te
Como um bebê perdido na multidão
Há sim o amor resolvesse com poemas
Palavras, choros me fariam o homem mais feliz
Turbulência que não para quanto veremos isso
Águia solitária vai sem destino perdido no espaço
Vivendo do nada sonhando que um dia vai anoitecer
Acontecer; O que?
Filocarmo Braga
31 08 11
Águia vem neste vôo rasante céu claro
Iluminado minha alma tremula
Corpo cansado de tanto dizer amo te
Como um bebê perdido na multidão
Há sim o amor resolvesse com poemas
Palavras, choros me fariam o homem mais feliz
Turbulência que não para quanto veremos isso
Águia solitária vai sem destino perdido no espaço
Vivendo do nada sonhando que um dia vai anoitecer
Acontecer; O que?
Filocarmo Braga
31 08 11
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Acreditando que tudo é verdade
Espaços escasso sofrendo
Por nada esse rosto cansado
Viver pra encontrar nesse buraco sujo
Encontro da maldade humana
Andas embolando
Não mude de intenção
Esse pulso batendo singelo
Lançando no espaço na cidade
Sobrevoando a noite azul
Identificando pássaros
Vigiando homens adulterando
Carregando terra que nos enterra
Tenho na terra uma força maior
Fé no santo expedito
Políticos carregando bandeiras por um voto
Na troca de um buraco vamos emborcando
Acreditando que tudo é verdade.
Filocarmo Braga
24 06 11
Por nada esse rosto cansado
Viver pra encontrar nesse buraco sujo
Encontro da maldade humana
Andas embolando
Não mude de intenção
Esse pulso batendo singelo
Lançando no espaço na cidade
Sobrevoando a noite azul
Identificando pássaros
Vigiando homens adulterando
Carregando terra que nos enterra
Tenho na terra uma força maior
Fé no santo expedito
Políticos carregando bandeiras por um voto
Na troca de um buraco vamos emborcando
Acreditando que tudo é verdade.
Filocarmo Braga
24 06 11
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