segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O amor é assim

Minha flor,
Não posso deixar de dizer sempre que a amo.
É como se estivesse morrendo a cada minuto.
Você pode não gostar, mas amo.
É muito bom saber que tenho você perto de mim.
Quero só dizer que amo.
Amo com toda a força do meu pequeno mundo
Mundo esse que sem você não importa nada;
Quero tudo
Mas com você por perto.
Egoísta? O amor é assim...

Filocarmo Braga
14/10/11

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ACONTECER

Ar voar em namorar asa pra voar
Águia vem neste vôo rasante céu claro
Iluminado minha alma tremula
Corpo cansado de tanto dizer amo te
Como um bebê perdido na multidão
Há sim o amor resolvesse com poemas
Palavras, choros me fariam o homem mais feliz
Turbulência que não para quanto veremos isso
Águia solitária vai sem destino perdido no espaço
Vivendo do nada sonhando que um dia vai anoitecer
Acontecer; O que?

Filocarmo Braga
31 08 11

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acreditando que tudo é verdade

Espaços escasso sofrendo
Por nada esse rosto cansado
Viver pra encontrar nesse buraco sujo
Encontro da maldade humana
Andas embolando
Não mude de intenção
Esse pulso batendo singelo
Lançando no espaço na cidade
Sobrevoando a noite azul
Identificando pássaros
Vigiando homens adulterando
Carregando terra que nos enterra
Tenho na terra uma força maior
Fé no santo expedito
Políticos carregando bandeiras por um voto
Na troca de um buraco vamos emborcando
Acreditando que tudo é verdade.

Filocarmo Braga
24 06 11

terça-feira, 21 de junho de 2011

É tempo de refazer as pazes

Hoje acordei sem ressentimento
De hoje em diante vou caminhar palas praças, bosques, calçadas e jardins
Nas avenidas, ver belas arquiteturas se movimentado
Meu corpo conversa com crianças, velhos e moços
Mendigos e outros delinqüentes criados por nós
E nossos ancestrais
Eu não vou fazer de você uma escrava do meu inconsciente
Você irá sentir toda beleza dentro de mim
Rodando nessa roda gigante cristalizada e purificada
O corpo e a alma desse mundo carente de luz e harmonia
Vou andando despoluindo minha alma
Não brigo mais não
É tempo de refazer as pazes

Filocarmo Braga
21 06 11

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Clara minha alma

Serei selvagem
Volto na picada
Um cabelo negro, selvagem
Inocente no buriti a beira do açude
Sentir as águas claras
Sem mistério não nego pra você
Permita partir seu inseto e mais profundo
Abra uma cacimba de jasmim na catinga
Envolva teu aroma nesse corpo cansado
Embalado com o tique-taque da jibóia
Cascavel pronta para dar o bote
Cuidado o veneno se mistura com o cheiro da cacimba
Água limpa na cacimba da catinga

Filocarmo Braga
19 06 11

Quem sabe

Não quero ser seu servo
Quero troca de sol, de mar e ar
Quero pisar no chão
Como pisa um puro sangue inglês
Brilho nos olhos de uma serpente
Astucia de um gato
Você está perto
Quando interessa-te
Veloz como um felino
Uma águia procurando sua presa
Uma gata da noite parda
Trocando de cor quando te interessa
Vai deitar em outras camas maldição
Dizem que estou aqui mais senão estou
Quem sabe!

Filocarmo Braga
19 06 11

Deixe-me nesse quarto

Incansável esse corpo gelado que já é passado
Transforma de acordo
Interpreta o invisível falso
Vazia véspera bem perto de derrubar genialidade
O imaginário ciúme despeito
Diz boa noite, esqueça
À noite é mais amiga
Eu sonho um sonho meu
Melhor dizer seu sorriso dos dentes pra fora
Toda vez que você fala todos vem olhar
Nasceu sem luar
Sem brilho
O resto vai embora da minha vida
Deixe-me nesse quarto minha cama e meu computador

Filocarmo Braga
19-06-11

sábado, 18 de junho de 2011

À noite nos consome

O que vou fazer já e tarde.
À noite nos consome.
A noite vai rolar. Diga que vai rolar.
Com você. Sem você.
Vai ser bela, vamos amar. Só nos dois. Os pardais vão amar.
Deixe os pardais pra Lá. Brigamos, amando... o que fazer?
Se a noite está fria, aconteceu.
Essa coisa linda...
Diferente o céu amarelo.
Fico calado, você parece ouvir.
Deixou-te partir
Toda vez que vai embora,
Abraço fica ardente.
E tão bom... mais tão decente.
18 06 11

Filocarmo Braga

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Existir por que

Arriscar um encontro
Vou tentando me encontrar
Vou tomando meu tempo
Quando meu espaço era menor
Ser feliz será melhor ou será pior
Ando procurando o que não existe
Um canto que terá encanto
Um encontro a vida besta
Volta tudo que era
Vai dando uma canseira
Assim vou pensando
Vou mostrando como sou
Jogando minhas lágrimas pelo mundo
Existir só para morrer


Filocarmo Braga
17-06-11

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eclipse

Eclipse passa em Volta da lua
Empresta tuas cores
Para encantar minha estrela
Escreva com cores azuis
Que te amo estrela azul
Rasgue o planeta terra
E diz que te amo
Tente entender o amor e isso tudo
Eclipse aqui tudo vai tão mal
Cruel é pensar no amor fantasioso
As estrelas vão cair e uma delas é você
A lua vai colorir essa chuva de estrelas
Olhando a lua vejo as cores arredores
O amor é só uma estrela para sofrer
Não quero te esquecer
Uma nuvem azul cobriu nosso amor
Vou recomeçar um grande amor


Filocarmo Braga
15 06 11

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Noite fria

A noite é fria
Procuro no escuro me aquecer
Esse meu corpo vazio
Perde os sentidos

Tenho medo do escuro
Volte aqui e me aqueça
Grito por você
A noite atravessa
Você permanece calada
Friezas permaneceram
Deixe meus restos mortais
Nessa noite sem fim

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cálice de vinho

Passeio no corpo
Saboreie do vinho
De cálice em cálice
Estou seco para beber
Da mais pura uva guardada no seu corpo
Fragrâncias e cheiros
Desejo alcoolizado
Embriagado neste corpo
Com a essência purificada
Apurando cheiros do nosso corpo

Filocarmo Braga
07 06 11

Soberbos bêbados

Tente despertar
Lembra quando permaneço
Longe sou menos feliz
Todo imediato
Partiu quem deseja
Parecer no retrovisor

Na minha distancia
Reservado só o passado
Veloz que não volta mais
Imagens da emoção do coração
Não vou pra estrada
Porque não adianta
Sem você nada adianta
Pra ser bebido
Com os copos soberbos
Soberbos bêbados

Filocarmo Braga
06 06 11

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estrela iluminada!

Caminha faceiramente
Com olhar inspirador
Conversa levemente
Transmitindo consonância
Uma menina completa
Com a classe de uma lady
Sem pecado capital
Amiga, companheira completa
Não invade espaço
Uma criança bondosa
Chegou a nosso convívio
Como um pano de fundo
Uma estrela iluminada!

Você despede‏

Vejo-te e fico parado
Disfarçando meu medo
Você se despede
Minha alma sofre
Passo noite viajando nas ruas, luzes de boates e bares
Te procuro com as pernas tremulas
Coração batendo
A tua imagem não sai da minha cabeça
Teu movimento faz parte do meu espelho invisível
Esse rosto quase que perfeito enlouquece esse corpo vazio
Imagino que um dia possa ser preenchido com sua voz
Que minha alma não disfarça e as noites sejam eternas
De debutantes na sua primeira dança bailando pra sempre.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A MORTE

PRAIA, SOL, MAR E AREIA BRANCA
DEPOIS DO OCEANO ENCONTRAREMOS
AGORA ROSA VOCÊ ESTÁ DO OUTRO LADO
DO AMOR, DA ETERNIDADE
ISSO E SÓ UMA VIAGEM
DE VOLTA PARA SEU LEITO QUE SEMPRE FOI SEU
TODOS NÓS TEMOS O NOSSO LUGAR, IMAGINO;
DE PAZ E LUZ
ONDE NÃO TEM INVEJA, CONSUMO E MALDADE
A PUREZA ESTARÁ SEMPRE NO CORAÇÃO DAS PESSOAS
QUEM SABE UM DIA NOS ENCOTREMOS NESSE LEITO DE TERNURA!

Filocarmo Braga
31/05/11

Janelas

Janelas de pau-a-pique colonial
Litúrgica angustia
Lágrimas e sussurros humildes
Quantos amores
Agonia, gozos, choros, lagrimas e nascimentos
Todas com sabores e dissabores
Diferentes, cheios, ás vezes bons ou ruins
Tudo termina com choro e grito
Dizem que estou morto
Mas se estou ninguém sabe
Espero o troco que paguei para viver

Filocarmo Braga
23/03/10

Vulcão

Amei como lavas de um vulcão
Deixei-te para não te magoar
Nossos sonhos deixaram de ser reais
Posso escrever os versos mais tristes;
O céu com tempestades,
Nuvens choram...

Você sempre será meu vulcão.
As estrelas iluminam nossos corações
Meu coração foge, não quero te magoar
Passo noite com insônia
Sinto tua doçura em minha áurea
Na minha alma tu serás minha criança

Sempre te darei aconchego
Singelo, serás sempre minha estrela
Adorarei te sempre
Estrela única, solitária
Azul celeste dos céus
Acalma minha solidão
Sou tocado pelas lavas do vulcão


Filocarmo Braga
26/03/10

Sem limites

Parte meu coração
Coração com pontes
Nascidos com passaporte
Ilusão nasceu vale à pena
Solta sem limites

Ponte nos caminhos do corpo
Por acaso me leva a força do medo
Não me impeça de viver

Mesmo que distante
Vivo espedaçado
Porque metade é saudade
A gente tem impressão que o tempo não passa


Filocarmo
25 06 10

Memória

Memória calada
O sabor das bocas que beijei
Na minha imaginação
Luz reflete cores cheiros

Caminho Suavemente
No teu corpo oculto
Que me transcende
Um perto que é tão longe
Um longe aqui neste espaço

O silêncio me sufoca amordaça
Doçura vida inesperada
Corre-me nas mãos agora molhadas
Ao fundo praça, jardim início ou fim

Filocarmo
25/6/10

Mistérios

Gosto do mistério da noite
Minha percepção
Passo às vezes medo
Noite acontecem
Choro morno
Quero morrer no silêncio
Morrer na noite
Os anjos as estrelas
O céu clareia e tudo pode ser sonho
Sonho ou verdade
Jardins com uma mensagem
A noite pode ser azul
Iluminando os jardins.

Filocarmo Braga
27 06 10

Poço

Adentrando nesse poço
No fundo vivendo na nascente
Passando nas veias da terra
Mistura pintura inteiramente
Velho dilacerado irreverente

Nascente de águas
Sujas luxarás lamas se mistura
Desejos vagabundo loucuras

Pudor escondendo nas terras
Esfregando na lama
Adultero sem fundo

Filocarmo Braga
28 06 10

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não sei

Instante na minha vida
Hoje permaneço
Triste me desfaz
Mascarados permanecem
Não sei lágrimas
Pertenço a não sei quem
Incerteza
Não sei onde estou
Saudades
Passado
Presente
Lembranças da infância
Preparo um corpo virtual imaginário
Sólido, solidário da raça humana
Me envolvo nessa massa da maldade
Hipócritas não sabem
Será
Serei
Não sei

Filocarmo
01 07 10

Artistas poetas atores

Morre na sarjeta
A arte interpreta
Reflete e retrocede
Após a morte, glamour
Refletor
Maldade sucessora
Massacrando com homenagens
Busco na praça memórias
Mostra minúscula
Nossa solidariedade
Homenagem
Remorso
Após a morte
Busto na praça
Só vale pra quem já morreu.

Filocarmo Braga
01 07 10

Escasso pedaço

Vive dentro de mim
Poucas lembranças
O corpo não vai
Lugar algum
Pecados sem testemunha
Você não escuta
Não sabe meu nome
Às vezes vítima
Dos ventos inocentes
Depressivo meu coração
Morto ali no canto
Sem digitais
Preso no cordão da morte.

Filocarmo
03 07 10

Beatles - "Get Back"

Atenção: isto é uma relíquia dos anos 60! Não é para quem tem 60 anos,
ou para quem anda lá perto: é dos anos 60... e é para todos!
Vale a pena... desfrutem....
Beatles - Um filme inédito - Get Back
Não sei se sabem a história: dizem que a letra dessa música, que manda
alguém voltar para o lugar de onde veio, foi escrita pelo Paul Mc
Cartney em 'homenagem' à Yoko Ono. O vídeo mostra a gravação em
estúdio e as trocas de olhares entre as personagens são muito
interessantes.
Para quem «curte» um pouco de estória e de história (por que não?).
Esse vídeo foi achado nos escombros da antiga gravadora dos Beatles
(Abbey Road Studios) e mostra uma sessão de gravação de uma famosa
música dos Beatles (GET BACK), já no crepúsculo do grupo.
Mais histórico ainda: vêem-se dois artistas individuais na gravação,
hoje consagrados:
Participando como key board das gravações, o grande pianista negro
americano Billy Preston (que, posteriormente, faria uma carreira a
solo brilhante); e assistindo (pasmem!) à gravação - lá pela altura do
minuto 02:11 - o líder de um grupo que já começava a fazer sucesso
como substituto natural dos Beatles, Mick Jagger!

Beija flor

Praça verão beijar flor
Crianças brigam gritos,
Grito beijar flor chegue esses gritos ao amor
Transforme tudo em amor a praça escurece.

Chuvas torrenciais, gotas de amor
La está meu beija flor diga pra ela
O que é o amor.
Amor vai entrando no corpo, como se chega um beija flor.

Na janela não acharas amor
Beija flor mim traz um amor...
A Chuva passa, beija flor não volto
Espero o próximo verão.

Espero sempre porque amor, não morre
Amortece. Não sou beija flor sou um homem
Quem sabe o que é o amor?

Filocarmo Braga
29 05 11

Rizzo

Teu Rizzo Cicero
Rizzo harmonica
A harmonia do teu Rizzo,
Numa cadência melódica.
A gargalhada ritmada com instrumento de percussão.

Seu Rizzo, no teatro municipal
A platéia encantara
Sorria para o mundo
Carente de sorriso espalhe esse sorriso,
Só você tem Rizzo ritmado orquestrado.

Quem não escuta seu Rizzo estar perdendo,
A beleza do seu Rizzo traz harmonia
Uma grande melodia...

Filocarmo Braga
29/05/11

Sabores insossos

Gosto requentado
Sabores insossos
Teu cheiro não importa
Teus bocejos vozes
Passam indiferentes
Descubro tua cara
Incertezas
Mentiras
Assustado
Esboçando meu amor a carne
Sofrendo
Massacrando
Morre no escuro
Tua lágrima
Nada diz
Tenha pena
Vida insânia
Luz perdida
Fim de noite.

Filocarmo
04 07 10

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Escuridão

Vejo um ponto de luz
Você sentada
fico congelado
Imóvel
Apático
Olhar fixo
Minhas pernas tremulam
Meu corpo tremula
As horas não passam
Subconsciente eterniza
Silhuetas no centro
Ponto de luz
Apaga carregando
Tudo era visão.

Filocarmo
Infância não lembra
Poucas memórias
Detido redemoinho
Poucas opções
Um cavalo
Um pião
Brincadeira de roda
Vereda nascente
Cerrado pitomba
Bertoldo homem
Devota oração
Foliões pastorinha
Mastro bandeira
Santas protegem
Santa cruz.

Filocarmo
05 07 10

O GRITO

Um gato grita
Enseia os mortos
No inconsciente pulo
De vidraça em vidraça
Qualquer esfera me induz
A uma alucinação
Um anseio de juramentos e meiguice
Qualquer dia leva você
A uma temperatura
Além mundo
Tudo não passou
De uma fantasia
Porque é necessário
Sete almas
Gritos intermináveis
Fico esperando
Encubro meus pelos
Recuo para meu ninho


Filocarmo Braga
15 07 10

Lírios

Os lírios percorrem
Seus risos
Nos pomares atravessam
Ouvido teu espírito
Aprecia o que completam
Com eles
As nuvens clarificam
Os astros dirigem
Existências obstinação
Adverte a lua
Içados recebem algum
Objetos espedaçados
Reflete no manancial
A fragrância dissemina
Elegida por mim

Filocarmo Braga
15 07 10

Posamos no escuro

Posamos no escuro
Almejamos jardim
Ambicionamos o horto
Anseiamos o lírio
Exploramos o pomar
Aspiramos o fruto
Empreendemos os amores
Cultivamos o amor
Esperamos o crepúsculo
Esperamos os momentos
Ambicionamos as estrelas
Desejamos a lua
Se tenho você
Passamos a juntar migalhas
Arribamos no escuro

Filocarmo Braga
16 07 10

Alma gemea

Reservado a mim tua alma
No seu ventre vou percorrer
O mais perfeito do seu corpo
Imaginar a rapidez sanguínea
Atravessando seus vasos sanguíneos
Matando minha sede
Me embebedar com tua fragrância
Deslumbrar a minha insanidade
Permanecer em transe com tua aparição
Atmosfera, maré, mediterrâneo
Os pelicanos voam e não levam o brilho
De seus cabelos lisos, negros
Não arreda dessa retina indefessa
Mas vigilante aos veeiros da certeza
Criatura ininterruptamente alma gemea

Filocarmo Braga
18 07 10

Harmonia

Arremessa tua ira
Corre velozmente o suor
Eleva a linha do horizonte
Peregrina descalça
Instável aos pés
Ladeira escorregando
Carreiras e cantigas
Acomodado fico na encosta
Orvalho desboca nas rochas
Lágrima seca nos gerais
Neblina cai nos casulos
Borboleta passa
Arco-íres deixa tudo em harmonia

Filocarmo Braga
19 07 10

Vôo noturno

Elimine minhas lágrimas num vôo noturno
Ultrapasse pássaros, nuvens e obstáculos
Estrelas e galáxia acendem essa chama
Surjem para iluminar minha alma
Alucina meu corpo alcoolizado
Asfixia com sua fragrância
Na penumbra aprisionada
Reflete vultos indefinidos
Lucidez incara
Odores inocentes
Abrigue minha alma
Vermelha gurde continuamente

Filocarmo Braga
29 07 10

Ser.

Exteriorizo
Fertilizo meu corpo
Momentos fúteis
Olhares caluniosos
Interiorizado pra dentro
Tua Ira
Meiguice inventiva
Breves olhares
Colisão de nuvens
Turbulento vendaval
Arrastando as nuvens
Destinada aos astros
Residiu nas arteiras
Pouco tempo. Destino
Nada como um dia
Iluminado reconciliar
As batalhas frívolas
Do ser humano

Filocarmo Braga
24 07 1o

Percorro na noite

São horas mortas
Já nem sei se encontro
O que me interessa em teu corpo
Percorro na noite procurando
Teus passos maliciosos
São atordoados meus encontros
Desencontros vão rompendo a noite
Tremula por medo, sombras e fantasmas
Noites de horrores, suspiros ofegantes
Um túnel sem fim
O clarear parece nuca chegar
As portas se abriram
E o carteiro anuncia
Você não será além-túmulo

Filocarmo Braga
27 07 10

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Navego

Dia seguinte navego
Na tua inocência carrego
Fardos de ternura resumo
Tudo em gotas de néctar
Dos teus seios meigos
Gosto aroma de rosas
Escultura que desenhei
Com fios de seda arrematei
Com o beija flor
Azul celeste arrepiando
Sua pele com minha lente
Espiando teus vôos com planos determinado
Atritando num corpo oculto
Recusamos viagem
Embutirmos nossas asas

Filocarmo Braga
27 07 10

Ser poeta

Ser poeta é deixar que o anjo permaneça
Viver na escuridão
Ler poemas de Pablo Neruda
Viajar sem sair do acento
Viver amores sem luar
Cometer adultério
Viver no anonimato
Ir ao mato e conversar com as estrelas
Não ser entendido
Beija como nunca ter beijado
Amar sem desejar
Viver sem compreender
Amar loucamente
Não ter medo de errar
Não ter medo de amar

Filocarmo Braga
28 07 10

Sobre o tempo

Momento
Tempo
Período atravessa
Tempo de tempo
Vai tempo
Não limitar a tempo
Tem tempo
Tudo tem seu tempo
Tempo temporada
Não corra tanto
Tempo urge
Tempo surge
Tempo vai quero tempo
Tempo nasce tempo
Morre tempo achega
Aconchega na afetividade
Achega no tempo
Tempo dando tempo

Filocarmo Braga
31 07 10

Secreto

Namoro no escuro
No ar porque amo
Na brisa da noite no frio
No calor da tarde
Mesmo sem saber
Sem você perceber
Te amo
O tempo, vento passa
Vou secretamente amando
Amo porque te vejo na lua
Reflito, desapareço vir ao mundo
Porque te amo
Feliz aniversário porque te amo


Filocarmo Braga
20/08/10

Jamais ninguém te esqueça.

Vejo-te em seda e nácar,
e tão de orvalho trêmula, que penso ver, efêmera,
toda a Beleza em lágrimas
por ser bela e ser frágil.

Meus olhos te ofereço;
espelho para face
que terás, no meu verso,
quando, depois que passes,
jamais ninguém te esqueça.

Então, de seda e nácar,
toda de orvalho trêmula, serás eterna. E efêmero
o rosto meu, nas lágrimas
do teu orvalho... E frágil.
Bom dia pérola!

Filocarmo Braga
24/09/10

Meigo

Hoje despertei contente
Quando deparei,
Aquele rosto fascinante
Meigo, sincero.
Cheiros, pele macia;
Poro exalando fogo
Fervendo esse vapor.
Viverei literalmente
Adianta o céu
Sem você
O mar sem seu brilho
A terra sem sua semente
Semearei em toda minha vida
Eternamente minha
Ternura lúdica
Sei que é loucura mais amo te inteiramente

Filocarmo Braga
24/09/10

A noite vazia

A noite vazia
A noite murmuro
A noite sombria
A noite silêncio
A noite um gato
A noite o grito
A noite a morte
A noite gemida
A noite sofrida
A noite futíca
A noite aflita
A noite angustia
A noite fatiga
A noite inimiga
A noite intriga
A noite complica
A noite ódio
A noite adultério
A noite tédio
A noite grito
A noite nascimento
A noite sofrimento
A noite caça
A noite trapaça
A noite não passa

Filocarmo Braga
14/02/11

Eu sei lá!

Ser amada só pra que tem coração!
Você é de ferro;
Eu sou de carne e osso!
Um dia saberá!
Ou não
Será tarde
Ou nunca será tarde ...
Ou pode ser!
Eu sei lá!

Alvorada

Alvorada tudo luminoso
Passarinhos zunzunzuns rastros
Emissão de voz das casas
Ruas não dizem nada
Olhos no infinito não vêem
O brilho do seu cabelo
Aquela expressão calma
O sorriso não atrai sem você
Curumim vidente
Tudo fica sem graça!

Filocarmo Braga

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Improviso

Improvisa cantina
Freqüento a vidraça
As folhas lacrimejam
Chegado à fragrância
Acordo as lágrima
Sozinho não
Aquece-me
Braço serenado
Corpo gelada
Que me interessa
Pés não aquecem
Reservado a mim
Pele gelada
Aconchego fantasioso
Corpo moreno
Me leve
Com a nevasca

Filocarmo Braga
23/02/11

Ofuscar

Perto da noite estrelar
Se pondo a ofuscar
Tremula meu corpo
Minha voz
Soa nostalgia
Fadiga isolamento
Recente destino
Não existe imediatamente
Pensar sucessivamente
Anverso cogitar
Extinção cada minuto
Fingimos conhecimento
Do arremate arriba
A estrela extingue
Volta amanhecer
Tudo restaura.

Filocarmo
25/02/11

Dona Rosa

Rosa roseira
Rosa vermelha
Rosa encarnada
Rosa rubra
Rosa robusta
Rosa potente
Rosa pujante
Rosa vigorosa
Rosa possante
Rosa de pétalas
Rosa de pérola
Rosa de diamante
Rosa de brilhante
Rosa intensa
Rosentina só quero prestar uma homenagem
Obrigado dona rosa, por conviver com você!


Filocarmo Braga
23 05 11

A morte

A morte vem caminhando;
A morte vem a cavalo;
A morte vem de carro;
A morte vem de avião;
A morte vem de trem;
A morte vem pela janela;
A morte vem pelas nuvens;
A morte vem pelas estrelas;
A morte vem pelo ar;
Mais a morte um dia nos pega!

Filocarmo Braga
24/03/11

Poético por quê?

Se os canalhas permanecem em evidência
Ser poeta por quê?
Se você é trocado por um copo de drink
Ser trovador pra que?
Se os fanfarrões comandam
Ser ternura por quê?
Se elas preferem o maluco beleza
Morrerei romântico mais não caio na vulgaridade
Serei companheiro por completo!
Sempre te esperarei
Infante um dia você acende!

Filocarmo Braga
02/03/11

O branco

Alvejado vinho
Imagem na taça daquele cabelo amorenado;
Admirava o primeiro plano;
Avistavam drinques com sua corporação
Transpira película
Combinava com o panorama
No momento uma aspiração não esperava
Eu ali, parado, com muita coisa para dizer e um branco tomou conta de mim
Minhas pernas tremulam, coração batia cadenciado a uma nota musical que tocava suavemente
Sofrimento bom de viver.
Aquela mesa confundia as cores do ambiente a sua expressão. Nós cortamos como corta um umbigo.
Seremos parasitas do tempo
Aquele minuto queria que fosse de encantamento; viemos dar uma oportunidade
Ficamos numa bola de neve que explodiu em instantes.

25/03/11

Menina guerreira

Você é meu rio purificado
Meu exterior legítimo
Meu destino
Meu alvorecer
Meu ensejo
Meu desejo
Meu sentir
Meu adereço
Minha moderação
Minha explosão
Meu tudo
Serei intenso
Não vivo sem você
Perto ou longe
Estarei ininterruptamente apurando minha maturidade
Minha ternura.

Rosto

Meigo rosto encantador
Olhar intenso
Expressão definida
Com ar de bondade
Um rosto afável
Não decifro esse rosto
Silêncio de um olhar verdadeiro
Conquistando o mundo de incertezas
Se um dia tiver que escolher
Escolho esse rosto para iluminar
Os caminhos tortuosos da iniqüidade;
Rosto não só de generosidade
De ternura bondade
Transpõe harmonia
Nos espaços onde estiver
Expressão de liberdade
Só um rosto feliz e majestoso

Filocarmo Braga
14 05 11